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Gestão de recursos pesqueiros e sustentabilidade no Pará são tema de estudo

Publicado em: 27/03/2018

Por Ariana Catunda

O Ser Educacional, um dos maiores grupos de educação superior privada do Brasil, firmou parceria com a Organização Não Governamental (ONG) Rare, uma entidade internacional que investe na capacitação e formação educacional de moradores de diversos locais que precisam de conservação ambiental ao redor do planeta. No Pará, a Universidade da Amazônia (UNAMA), mantida pelo Grupo, foi uma das instituições escolhidas para auxiliar no desenvolvimento de pesquisas que propõem soluções inovadoras nesta área. 

O estudo em questão é o “Monitoramento dos Recursos Pesqueiros em Parceria com Comunitários”, que busca levantar informações da pesca artesanal e biologia das espécies exploradas, visando trabalhos sustentáveis. A pesquisa engloba as Reservas Extrativistas (RESEXs) dos municípios de Soure, São João da Ponta, Curuçá, Bragança e Viseu. Fortalecer as áreas de acesso exclusivo, cobrindo quase 700 mil hectares, estabelecer zonas de recuperação pesqueira e aumentar o padrão de vida para aproximadamente 7.500 famílias ajudando-as a ter acesso a novas oportunidades de negócios são alguns do objetivo finais do estudo. 

Em função disso, na última sexta-feira (16), foi realizado um evento para mostrar aos representantes comunitários das RESEXs um pouco do trabalho que os pesquisadores fazem nos laboratórios, com os recursos pesqueiros explorados nas comunidades. “A nossa intenção é aproximar os comunitários da pesquisa, inseri-los e torná-los parceiros de fato nesse projeto”, comenta o coordenador da pesquisa e professor do curso de Biologia da UNAMA, dr. Mauro Tavares. 

De acordo com o pesquisador, o projeto pretende fazer estudos em nível de desembarque pesqueiro, produção, densidade dos recursos, biomassa, variações espaciais e sazonais. Entre os animais que farão parte da pesquisa estão caranguejo-uçá, camarão regional e peixes conhecidos como pescada amarela e tainha. “A manutenção do equilíbrio ecológico e pesqueiro da região depende do conhecimento que a comunidade possui em relação aos seus próprios recursos. Vamos ajudar esta população a avaliar as suas produções e orientá-la quanto ao manejo adequado das espécies”, detalha. 

O projeto de pesquisa está em fase inicial, em que estão sendo feitas coletas de informações que devem perdurar por aproximadamente 18 meses. Além dos comunitários, as atividades contam com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e também de acadêmicos do curso de Biologia da UNAMA, na condição de bolsistas e voluntários. 

Quanto a participação dos universitários, Tavares acredita que a pesquisa tenha uma grande relevância para a sua formação. “Isso impacta de maneira valiosíssima, pois a inserção dos estudantes na iniciação científica os coloca de fato na pesquisa, inserindo-os em uma área que por vezes é restrita e criando possibilidades de continuidade na vida acadêmica através da pós-graduação”, defende. 

A parceria entre o Ser Educacional, a UNAMA e a Rare surgiu por meio de contato pessoal do presidente da ONG no Brasil, Luís Lima, e foi consolidada em função de um convênio estabelecido com a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA). A entidade fez um mapeamento das principais localidades da Amazônia em que poderia atuar. A princípio, o projeto está voltado para os estudos das Ciências Biológicas, mas pretende expandir para as Ciências Humanas.

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